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domingo, 29 de março de 2009

Violetas em Bogotá



Deixei o prédio com a certeza de que já pertencia ao passado, carregava na bolsa a tira-colo o que nos pertencia, e nada mais me importava, o resto era silêncio. Chupei uma bala no metrô ouvindo o celular tocar, que se dane, não estou pra ningém, repito, o resto é silêncio. Eu via o reflexo dela no vidro da janela, o pesar no coração era imediato, já sentia sua falta, aquela música contagiou.
Pede-se Beatles na mesa do bar, eram os tais que me aguardavam dentre cervejas e conclusões. Meu olhar dizia tudo, é hora de trocar a música e brindar a tristeza. A mesa era silêncio. Não ousariam perguntar, eu não ousaria responder, a mente era silêncio. Puxei da bolsa o livro que era nosso, afastei os copos e o silêncio e atraí os olhos ao centro da mesa. Na contra-capa um papel, no papel um conceito, no conceito um paraíso descrito como violetas em Bogotá, um desenho.
Alguns pediram a saideira depois disso, outros não queriam que a noite acabasse, arrastar aquele dia durante toda a semana seria demais para nós, temos que viver a falta agora pra vida continuar, e toda lembrança que perduraria seriam violetas em Bogotá...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Com carinho: O pecado.


Fumei mais um daqueles cigarros que se fazem à mão.
Me mantive sentada do lado de fora do apartamento esperando o encerramento dela. Que poderia fazer? Era de sua vontade! Se Deus cria o livre arbitrio, quem seria eu para evitá-lo mais do que tentei?
Nunca se cogita enquanto criança que algo deste tipo vá acontecer. Enquanto você descobre que, para cada palavra que acabou de aprender a pronunciar há pouco, significa um ano a mais entre quatro paredes, e quarenta pessoas falando igual a você ao mesmo tempo, durante os próximo longos anos que virão de estudos. Numa época em que você diz coisas idiotas como, batom de galinha, se referindo a gordura da comida na sua boca, só pra fazer sua mãe sorrir. Durante esses anos de idiotices que não dá pra não achar graça... em momento algum, passa pela cabeça de alguém que você deve permitir que as pessoas errem.
Meu cigarro já estava acabando, o dia também, o corredor começava a ficar escuro, e eu ali...
Aguardando. E depois? Que iria fazer? Bebi mais um gole de Vodka e tentei continuar sem pensar em nada, que se dane, o que vier depois eu penso depois.

domingo, 22 de março de 2009

Subversivos...



Não haviam mais móveis. Estava oca por dentro, e aquele eco escroto de solidão. A música... estava na cabeça, tocava e tocava incessantemente, era exaustivo, mas não conseguia controlar, surgia vez após vez.
Aguardava o fim de frente para o notebook, nos minutos finais mantinha a relação de necessidade e desprezo com o notebook velho e arranhado... - Um veneno!! Dizia transtornada.
A campainha toca, e em seguida a porta se abre:
- Tudo certo?
- A qualquer momento me vou. não posso, não consigo mais, chega!
- Tem certeza? Ainda pode voltar atrás... eu te ajudo.
- Não diga, quanta piedade... será essa a resposta? existe resposta? o que aconteceu? o que está acontecendo?
- Não posso responder tudo, vou esperar lá fora.
-... a música ainda tá tocando...
A luz que vinha da janela começava a incomodar, como tudo que existia. Grande merda, devia se escrever em letras garrafais nos antebraços das pessoas. Por exemplo: Olha comprei uma coisa inutil da qual vou me desfazer em alguns meses. Responde-se: GRANDE MERDA!!!
Sem cartas de despedidas, sem adeus, algo discreto, se quer morrer que morra logo, não anuncie ou algo será feito.
As náuseas começaram, o sangue não parava de escorrer dos pulsos... - Eu sei o que estou fazendo... de nada vale isso.
Qual o propósito? de um suicidio? da honestidade? da ganância? da existência?
- Nenhum filósofo elaborou a resposta coerente da qual eu preciso, e minha busca acabou nisso. De repente eu descubra depois, de repente eu descubra agora...

Nem Deus poderia dizer ao exato, quantas drogas sintéticas agiam naquele corpo naquele momento,nem ela sabia dizer...
Valor, qual o valor de tudo aquilo? qual o valor de tudo que viveu, ela não responderia com drogas ou sem, e não responderia mais...

Espelho

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em contato com o interior